Antonio Justel Rodriguez
A ÚLTIMA COISA
... que a minha última palavra não seja "adeus",
nem uma fronteira para a vida e o conhecimento,
e nunca uma porta que se fecha para os espaços dourados;
... porque já contemplei a unidade das coisas e do tempo,
a voz densa da morte e esta sede de amor, que me é tão valiosa
para a luta e a fuga das ressurreições;
... que o meu último gesto não seja de conformidade e de rito solene,
que o meu gesto fuja à desgraça da ruína;
... ah, observai a minha lança: forjo-a para os que morrem e para os feridos;
... por isso, considera bem quem se levanta e vence o medo,
e quem, de entre os mortos, lança fora o cadáver do seu corpo e continua a luta;
... por estes, pois estes serão a minha rebeldia, o que tenho, o que ainda trago, esta última coisa.
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António Justel Rodríguez
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Published on e-Stories.org on 09/26/2025.